Celso Costa

Celso Costa é professor de Matemática na Universidade Federal Fluminense – Rio de Janeiro. Possui doutorado na área de geometria e foi professor visitante durante três anos em universidades francesas. É membro titular da Academia Brasileira de Ciências e condecorado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia com a ordem nacional do mérito científico na classe de Comendador. Sua área de pesquisa em Matemática é a Geometria, área em que descobriu um importante dilema que atualmente leva o nome de Superfície Costa ou Costa Surface. Esta descoberta resolveu um problema aberto na área com 206 anos de existência. A Vida Misteriosa do Matemáticos é sua primeira obra de ficção.

Sobre a obra: A Vida Misteriosa dos Matemáticos é uma obra de ficção histórico-literária. O protagonista é um filósofo da ciência que, por necessidade de fugir de uma nevasca,que o surpreende nas ruas de Halle, uma cidade no interior da Alemanha, entra em um Bar de nome Aleph. No desenvolver da narrativa o protagonista e o leitor vão conhecendo que o Aleph é um espaço mágico onde convivem simultaneamente os grandes matemáticos de todos os tempos, desde a antiguidade grega até os dias atuais.

Vladimir, o filósofo da ciência,aproveita a chance impar que lhe presenteia o destino para enriquecer um livro que está escrevendo, no qual pretende de uma vez por todas passar a limpo – segundo suas próprias palavras – a verdadeira versão das lendas que acompanham as grandes descobertas em Matemática. É o caso, entre muitas outras, das lendas em torno de Arquimedes de Siracusa e de Isaac Newton. Arquimedes correu nu pela ruas de Siracusa gritando “Eureka! Eureka!”?

Isso, logo após sair de uma banheira com a descoberta da lei que rege a flutuação dos corpos? Newton descobriu a lei de gravitação após receber uma maçã na cabeça? Na leitura do livro aparece também em destaque a excepcional contribuição feminina na área da Matemática. É uma leitura lúdica, que certamente será muito apreciada por estudantes a partir do ensino médio, em especial os alunos e professores das universidades das áreas de Matemática e afins.

E por que não do público em geral? A narrativa procura guiar ao entendimento mesmo o leitor, que amante de uma boa aventura, possua pouco conhecimento organizado de Matemática.