Danilo P Marques

Autor – Dramaturgo – Roteirista – Diretor de Cena.Artista multidisciplinar exerceu diversas funções em audiovisual, teatro e literatura. No início da década de 90 foi ator e trabalhou em grandes projetos de diretores como Antunes Filho e José Celso Matinez Corrêa. No começo dos anos 2000 se firmou como Diretor de Cena e Roteirista, gerando conteúdo para diversas agências e produtoras por todo o Brasil. Em 2010 morando em Helsinki, Finlândia foi contratado pela agência de conteúdo Magneeto Media Oy e participou como roteirista do premiado documentário ZIM com a produtora Ice Breakers, sendo este seu primeiro prêmio internacional.

De volta para o Brasil dirigiu o filme Crack Consume, ganhador do Leão de Bronze em Cannes com menção honrosa para agência Talent. Em 2015 lançou seu primeiro romance “Os Assassinatos do Professor de Rumba” em uma parceria Portugal/Brasil. Atualmente está envolvido com a adaptação deste romance para série de TV. Em 2018 escreveu e dirigiu o projeto teatral “¡Deprisa, Jinji!” que ficou em cartaz na Oficina Cultural Oswald de Andrade.

 

Sobre as obras:

 

Almanaque de Canções e Baladas para Ouvir Depois de Morrer: As palavras estranhas do idioma finlandês (Jaalaranta, Ruoholahti, Kaapeli, Vehkaluoto, entre muitas outras) é o menor dos problemas de André, brasileiro que procura se virar, quase que incomunicável, em Helsinki. Em Almanaque de canções e baladas para ouvir depois de morrer, Danilo P Marques não situa sua narrativa em um país gelado à toa: as relações humanas, com seus códigos de conduta bem distantes do calor latino, surgem a todo instante. Até André encontrar uma pessoa igualmente solitária. A silenciosa Helli, personagem tão marginal quanto ele, que sobrevive nas bordas de uma sociedade do primeiro mundo. E tenta, a todo custo, conquistar um pouco de significado, em meio ao silêncio finlandês.

 

Os Assassinatos do Professor de Rumba: Paixão, sexo e violência. Tudo pelo ponto de vista de quem sente na pele o amor e o desejo por ele: Dinho, o professor de rumba. Amar este homem é morrer aos poucos. Admirado pela sua beleza e seu poder de sedução, tudo facilmente gira e gira e gira. Como em uma dança sem fim onde quem conduz é ele, tudo é delírio, febre. Dinho, o seu nome. Dinho, Dinho, Dinho. Sussurro de um sopro ao pé do ouvido. Enquanto o professor impõe uma velocidade vertiginosa em seus passos, suas vitimas se perdem no que ele tem de mais intrigante: seus mistérios, silêncios e explosões de fúria. Dinho é uma doença de coração que bombeia um sangue muito quente. Para quem se envolve com Dinho, refresco é cachaça e alívio é seu corpo suado colado ao dele, seja na pista de dança do Lady Moon, ou na cama de um quarto sujo em Brasília Teimosa. Trilhar o caminho do professor de rumba é se embrenhar em perigos e deslizar num mosaico cafajeste e atemporal que percorre um Nordeste fervoroso, sensual e cru.